planeta jc

Arte, Cultura, Turismo, História e Ecologia.

9.2.10

Uma pena, duas penas! (Pena Branca e Xavantinho)

Já deixaram saudades!

Fonte:  Trechos do programa Ensaio com Pena Branca e Xavantinho gravado em 1991 na TV Cultura exibidos no Radiola.

criado por jccecili    21:50 — Arquivado em: artes, cultura, gente, história, memória, música — Tags:

Sampa: Biblioteca moderníssima no lugar do deprimente Carandiru

São Paulo ganha biblioteca pública no Parque da Juventude

A nova biblioteca mais parece uma megastore, a mais moderna do país, vou conferir neste final de semana.

A partir desta terça-feira (9/2) a cidade de São Paulo contará com um novo e diferenciado espaço cultural: a Biblioteca de São Paulo. O governador José Serra inaugurou nesta segunda-feira (8/2) em uma área de 4.257 m² no Parque da Juventude, zona norte da capital, a Biblioteca que oferece aos paulistas um espaço dinâmico e integrado à comunidade.

O local conta com amplo horário de funcionamento, fácil acesso pelo Metrô Carandiru, CDs, DVDs, jogos e 30 mil livros no acervo. Além disso, a Biblioteca de São Paulo será um centro de formação permanente para atualização e qualificação de profissionais da área.

Inspirada nos serviços e programas da Biblioteca Pública de Santiago, no Chile, a Biblioteca de São Paulo possui cinco áreas de atividades, divididas por faixas etárias. No local, os últimos lançamentos do mercado editorial dividem espaço com periódicos, computadores com acesso à internet e recursos multimídia.

No novo espaço, os usuários têm à disposição um auditório, área para exposições temporárias e permanentes, atividades de incentivo à leitura e um café. Pessoas com deficiência têm acesso integral a todos os ambientes.

O horário de funcionamento também é um diferencial: de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h. “É fundamental garantir o acesso da população e, pensando nisso, a Biblioteca precisa estar de portas abertas de manhã até a noite. Queremos que a Biblioteca integre o cotidiano da cidade”, explica a assessora de gabinete da Secretaria e idealizadora do novo espaço, Adriana Cybele Ferrari.

Fonte: VIVA O CENTRO -  http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/080210_c_infonline.htm

criado por jccecili    21:25 — Arquivado em: artes, cidadania, ciência, cultura, curiosidades, história, memória, música, tecnologia, turismo, utilidade pública — Tags:

8.2.10

Memória do Norte do Paraná: Marcha da Produção (1958)

Cavaleiro paramentado aguarda o acontecimento - O bispo Dom Jaime negocia com o exército

Crianças acompanham os pais na Marcha -  Crianças e moradores observam a movimentação inusitada

lavradores enfileiram centenas de jipes em direção ao Rio, capital federal

Os lavradores ensaiam uma marcha até a barreira de tambores vazios que o exército armou na saída de Maringá

Comitê Central da Marcha da Produção, em Londrina, Álvaro Godoy (de barba), Garibalde Reale, presidente, e Ulisses F. Guimarães, lider principal

Tambores vazios eram a barreira, vigiada por soldados entrincheirados nas margens da estrada. Havia ordem para atirar.

Soldados da tropa acampados em meio ao cafezal, comida e transportes custaram ao Governo, perto de um milhão de cruzeiros, por dia!

O Drama da Marcha:

Aqui minha terceira  postagem sobre a “Marcha da produção” com muitas imagens daquele evento, organizado por agricultores do Norte do Paraná. Trata-se de uma reportagem da revista MUNDO ILUSTRADO, de novembro de 1958, com a manchete:

“NA GUERRA DO PARANÁ, O GENERAL  LOTT VENCEU O ‘GENERAL CAFÉ’  ”

“A Marcha da Produção seria espetacular. Cinco mil veículos viajaram mais de dois dias por centenas de quilômetros de estradas de barro, no princípio, e de asfalto, depois, com destino ao Distrito Federal (Rio de Janeiro).”  A Marcha da Produção estava proibida e o “General Lott deu ordens ao Comando do Exército em São Paulo para mobilização de tropas na região de Londrina, Maringá e Apucarana. Imediatamente, começou o deslocamento de soldados e viaturas do Exército bloqueavam todas as estradas de acesso ao Norte do Paraná.”

A Comissão Paranaense de Cafeicultores e o Comitê Central da Marcha da Produção, vinham divulgando, desde o lançamento da idéia, constantes comunicados aos lavradores. Eram pequenos volantes, impressos e numerados. O Comunicado n° 10, marcava a partida no dia 18.

Vieram as tropas do exército e foi divulgado o Comunicado n° 11, trazendo o resultado da visita dos emissários.  No  dia 17 de outubro, saiu o Comunicado n° 12. Nele, diziam os líderes agricultores que “apesar do caráter absolutamente ordeiro e pacífico - como testemunharam em praça pública e os três bispos da região - a força do direito da lavoura foi truculentamente violentada pelo direito da força do Governo Federal, representado pelas tropas federais que ocuparam todas as saídas das cidades do Norte do Paraná e de São Paulo, cumprindo ordens superiores“. E terminava o comunicado:

Diante desta situação de fato, e contra a qual não podemos lutar, não por nós, mas face à responsabilidade que nos pesa sobre os ombros em relação à segurança pessoal dos lavradores e seus familiares - decidimos transferir a partida da Marcha para a data a ser oportunamente divulgada, tão logo as estradas se encontrem novamente desempedidas”.

Este comunicado foi o fim da perfeita concordância dos líderes da Marcha da Produção. Os lavradores de Maringá se rebelaram, vendo recuo e covardia no adiamento da Marcha. Lançaram o “slogan”:

“Para Maringá, o último comunicado válido foi o n° 10, o da ordem da partida”.

Assim, no dia 18 de outubro de 1958, saiu de Paranavaí a coluna daquela cidade. A tropa do exército não foi qualquer obstáculo para os lavradores. O comandante das tropas dos arredores de Maringá, observando a animosidade que se criou entre os lavradores e as tropas, temeu hostilidades. Telefonou para o Coronel Cândido Cruz, comandante-geral, dando conta da situação e pedindo instruções. Recebeu ordens para deixar livre a estrada, pois os que ousassem passar seriam contidos adiante. E assim foi.

Ás 10 horas da manhã, deu-se o encontro dos lavradores com as tropas.  300 veículos tiveram sua marcha interrompida por dezemas de tambores de gasolina, vazios, que as tropas espalharam pelas  estradas, adquirindo-os da REAL, depois que a VASP ter-se negado a emprestá-los. Quando o primeiro carro se aproximou da barreira , o Major Bernardes levantou a mão e disse:  ”Parem em nome da lei, irmãos!”.  O lavrador  Renato Celidônio, que vinha na frente, saltou do seu Jeep, respondendo:

_  “Confirmamos perante as Forças Armadas o nosso protesto e a certeza de que empreendemos um movimento pacífico e ordeiro. Somos irmãos e assim continuaremos”

Houve fotografias e o Bispo D. Jaime Luiz Coelho, fez uma alocução dizendo que:

- “Maringá caiu de pé!”

“Estava mais uma vez, adiada a Marcha da Produção, que será reiniciada quando o Ministério da Guerra retirar suas tropas das estradas do Norte do Paraná. “Será ou não, pois o tempo, nesses casos, é o melhor conselheiro.”

Fonte:   Revista “Mundo Ilustrado” -  n° 45 - 1/11/1958  - Organização Diário de Notícias

Fotos:   Luigi Mamprin  -   (acervo pessoal de JC Cecilio)

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6.2.10

Maringá: Adriano José Valente (1921-2010)

Perdemos um grande homem da história de Maringá. Ele foi para mim o melhor prefeito  desta cidade.

Em sua gestão, de 1969 a 1972 criou instituições que marcaram e são referências até hoje.

Fundou a UEM, Universidade Estadual de Maringá, criou a Feira Agropecuária e Industrial, hoje “Expoingá”,  o belíssimo recanto ecológico “Parque do Ingá”, que sempre foi sua “menina dos olhos”, além de obras da saúde e saneamento, infraestrutura como ruas, aeroporto, escolas primárias, habitação entre outras.

Imagens:

1 - Página com Biografia de Adriano Valente - Revista Maringá Ilustrada, 1972

2 - Em  seu recanto e criação, Parque do Ingá com o Administração do Parque, Izaulino Queiroga. Revista Ilustrada, 1972

3 - Adesivos comemorativos da 1a. “Expoingá”  e do projeto da Universidade Estadual de Maringá (UEM) - 1972 - (acervo pessoal JC Cecilio)

4 - Imagem mais recente do Parque do Ingá -  (foto:  JC Cecilio 2009)

criado por jccecili    22:29 — Arquivado em: cidadania, cultura, gente, história, memória, preservação — Tags:

2.2.10

Maringá: A importância de um símbolo!

Este post é dedicado aos maringaenses de bom senso, aos cidadãos que adotaram esta Cidade e zela por ela.  Também quer mostrar aos jovens não contemporâneos de um passado marcante na história de Maringá, a importância que foi, e é, do edifício não-religioso mais marcante da cidade, um ícone importantíssimo!

Muito antes da conclusão da Catedral,  a Rodoviária Municipal era o maior SÍMBOLO de Maringá.

Foto 1:  Mezzanino e restaurante. Fotografia de Brasilino Nelli, colorizada, 1962.

Foto 2:  Flâmula ilustrando a Rodoviária, brinde do Depósito de Doces Londrinense, de irmãos Irie Ltda, década de 60.

Foto 3: Flâmula alusiva a 5a. Conferência Distrital do Rotary Club de Maringá, Abril de 1962.

Por razões de apadrinhamentos de políticos, promessas de campanhas políticas, esquemas de empreiteiros  e imobiliaristas, querem aleijar, descaracterizar nossa já sofrida memória,  história e arquitetura marcante de Maringá. A cidade ficou refém de gringos e grileiros oficiais.

Salvem nossas memórias!

Fonte:   Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural de Maringá

criado por jccecili    23:00 — Arquivado em: cidadania, cultura, curiosidades, fotografia, história, memória, preservação, turismo — Tags:

21.1.10

Haruo Ohara

Em 2010 descobri um grande fotógrafo no Norte do Paraná:  O “Nipo-londrinense” Haruo Ohara, aqui em São Paulo.  Um belo trabalho de uma vida!

HARUO OHARA - (Kochi, Shikoku, Japão, 1909 — Londrina, PR, 1999)

Biografia

Emigrou com a família para o Brasil em 1927 e trabalhou como colono numa fazenda de café no interior de São Paulo. Em 1933 transferiu-se para as terras adquiridas no norte do Paraná, onde a cidade de Londrina estava nascendo. Haruo trabalhou na plantação de café e iniciou a produção de frutas e flores. Casado desde 1934 teve nove filhos. Fotografou a partir de 1938, data em que adquiriu uma câmara de José Juliani, fotógrafo de Londrina e seu amigo. Fez auto-retratos e fotografou os filhos, familiares, amigos, frutos da terra e paisagens. São imagens cuidadosas, profundamente serenas que evidenciam sua filosofia de vida e seu encantamento com a natureza.  Em 1951, com o avanço da cidade, os Ohara tiveram que vender a propriedade para dar lugar à construção do novo aeroporto. Haruo Ohara passou a residir num casarão na cidade. Adquiriu outras terras, no município de Terra Boa, porém continuou residindo na cidade. Nesta época, intensificou a atividade fotográfica sempre carregando uma câmara nas suas andanças. Em 1951 foi um dos fundadores do Foto-cine Clube de Londrina, associou-se ao Foto-cine Clube Bandeirantes de São Paulo e participou dos salões fotográficos. Assinou revistas especializadas, leu muito, pesquisou e conheceu a estética fotográfica de seu tempo. No final da década de 1970 Haruo abandonou a fotografia em preto e branco e escolheu a foto colorida. Neste período fotografou as flores, as árvores da cidade e os eventos familiares. Começou a ter alguns reconhecimentos pela sua arte. Em 1988, data comemorativa dos 80 anos de imigração japonesa no Brasil, foi homenageado pelo pioneirismo e pela obra fotográfica que representa a memória de Londrina. A primeira exposição individual, com 70 fotos, foi organizada dez anos depois, em 1998, por iniciativa do Festival Internacional de Teatro de Londrina, sendo apresentada também na 2ª. Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. O fotógrafo e curador Orlando de Azevedo, aprofundou a pesquisa e em 2000 apresentou uma exposição de 160 obras na 3ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. O arquivo de Haruo Ohara, guardado em Londrina com a família, consta de cerca de 10.300 negativos em preto e branco e muitos outros em cores.
Em 2008, seus mais de 20 mil negativos foram doados ao Instituto Moreira Sales (IMS), que preserva o acervo.
Foto 1 - Lambe-lambe - Mestre José Juliani, Praça Mal. Floriano Peixoto, 1958 - Londrina, PR
Foto 2 - Espectadores, 1961 - Londrina, PR
Foto 3 -Nuvem da manhã, 1952 - Terra Boa, PR
Foto 4 - Terreiro de café - Chácara Arara, 1952 Londrina, PR
Foto 5 - Crianças apreciando o arco-íris, 1950 - Chácara Arara - Londrina, PR
Foto 6 - Maria,  filha de Haruo e Maria Tomita, sobrinha, 1955 - Chácara Arara - Londrina, PR

Curta-metragem e exposição em abril de 2010

O diretor londrinense Rodrigo Grota vai lançar um curta-metragem sobre Haruo Ohara em abril de 2010. Ainda com título indefinido – poderá ser Pausa para a neblina –, o filme foi realizado neste ano e tinha estreia prevista para a Mostra Londrina de Cinema, no início de dezembro. Mas não ficou pronto a tempo.

Não é documentário; é um filme de ficção inspirado na vida de Haruo. “Hauro era muito ligado à família; e nós tivemos uma aproximação com aos filhos e netos dele”, diz Grota. Duas filhas do fotógrafo participam do curta-metragem: Tomoko e Maria. O papel de Haruo é interpretado pelo professor londrinense Marco Hisatomi.

Durante as filmagens, em locações que o próprio Haruo havia usado, Grota sentiu-se ainda mais próximo do pioneiro: “Percorrendo esses lugares, desenvolvemos uma nova relação com o tempo, mais lenta e rigorosa.”

Se tudo der certo, o filme deve estrear em abril de 2010. A primeira sessão será feita em Londrina, juntamente com a abertura de uma exposição de fotografias do autor, organizada pelo Instituto Moreira Salles.

criado por jccecili    21:34 — Arquivado em: artes, cultura, curiosidades, fotografia, gente, história, memória, preservação — Tags:

15.1.10

Haiti - Catedral de Port-au-Prince, antes e depois do sismo

Google Earth atualiza imagens do Haiti para ajudar nas operações de salvamento

Para melhorar o serviço, o Google Earth associou-se a uma empresa de imagens geoespaciais, a GeoEye para que a atualização das imagens seja feita com a maior rapidez possível.

Segundo o primeiro-ministro do Haiti Jean-Max Bellerive, o terramoto afetou mais de três milhões de pessoas, com mais de 100 mil mortes, e deixou um cenário de devastação que se pode observar nas imagens dos momentos antes e depois mostrada pelo Google Earth.

O Google Earth já havia criado um sistema de mapeamento de atualização constante durante a época de furacões, através de informação recolhida por utilizadores.

Fonte: Google Earth (2009/2010)

criado por jccecili    3:27 — Arquivado em: cidadania, ciência, ecologia, mundo, notícia, preservação, tecnologia — Tags:

14.1.10

São Paulo: Rei Pelé em 3D por Kobra

Em São Paulo, Kobra e sua equipe (Studio Kobra) desenham do Rei Pelé, baseado em uma belíssima caricatura feita por Camaleão. A obra, de 3mX20m, está sendo feita na Av. Paulista (altura do número 900, no sentido de quem vai do Paraíso para a av. Consolação).

Kobra diz que em São Paulo a escolha do futebol como tema foi porque em 2010 será disputada a Copa do Mundo da África do Sul e, ainda, porque o Rei do Futebol, apesar de mineiro, construiu grande parte da sua trajetória em uma equipe do estado de São Paulo, o Santos. “O Pelé viu e aprovou o trabalho”, diz o artista plástico, orgulhoso.

O grafiteiro e muralista fez em junho de 2009 a primeira obra em 3D em uma calçada em São Paulo. O palco ou a tela foi um ponto nobre da cidade: a Praça Patriarca, em frente ao Viaduto do Chá. Ele pintou um carro antigo, resgatando um cenário do local.

A técnica da pintura 3D

Kobra se apaixonou em 2007 pela misteriosa técnica da pintura em 3D, também conhecida como “anamórfica” ou “ilusionística”. Durante dois anos estudou-a intensamente, especialmente os trabalhos do norte-americano o Kurt Wenner e do inglês Julian Beever. Seguro para realizar obras em 3D, entrou em contato com a Subprefeitura da Sé.
“Eu procurava por um local que possibilitasse a implementação da imagem e a interação com o público. Deveria ser uma calçada larga e com grande movimento de pessoas. Decidimos, juntos, que deveria ser a Praça Patriarca”, conta, acrescentando que a arte em 3D nas ruas dá às pessoas não apenas a oportunidade de interagir com a obra, mas também de acompanhar o processo de criação do artista.

Foto:  J C Cecilio (janeiro-2010)

criado por jccecili    0:35 — Arquivado em: artes, cultura, curiosidades, esporte, fotografia, gente, história — Tags:

Perdemos a mais ilustre brasileira da atualidade: Zilda Arns

A pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann (75), morta nesta quarta-feira no terremoto que devastou a cidade de Porto Príncipe, no Haiti, ficou conhecida no Brasil por sua atuação como coordenadora nacional da Pastoral da Criança, ligada à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e por ser irmã de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo.

Zilda Arns chegou ao país no dia do terremoto para dar uma palestra nesta quarta-feira (13). Ela caminhava na rua com um militar brasileiro quando os dois foram atingidos por destroços de um prédio que caiu por causa dos tremores.

Como era formada em medicina, especializou-se em saúde pública para ajudar crianças carentes a superar a mortalidade infantil, o que lhe rendeu sete prêmios e reconhecimento internacional.

Em 2006, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz junto com outras 999 mulheres de todo o mundo.

Sua carreira como médica começou na pediatria do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba. Depois de se especializar na USP (Universidade de São Paulo) em saúde pública e em pediatria social em Medellin, na Colômbia, foi convidada, em 1980, a coordenar a campanha de vacinação para combater a primeira epidemia de poliomielite no Brasil, criando um método tão eficaz que acabou sendo adotado pelo Ministério da Saúde.

Foi ela que, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança, que já atendeu mais de 1,4 milhão de famílias pobres em quase todos os municípios do Brasil com a ajuda de milhares de voluntários.

Nascida em Forquilhinha (SC) e morando em Curitiba, Zilda criou cinco filhos. Uma de suas filhas, Sílvia, morreu em 2003 em um acidente de carro. Ela era avó de dez netos.

Fonte: R7 Notícias (janeiro / 2010)
criado por jccecili    0:15 — Arquivado em: cidadania, história, memória, mundo, notícia — Tags:

12.1.10

São Luiz do Paraitinga, SP: Vamos ajudar !

CARNAVAL  2009 ———————————————————ANO NOVO   2010

Foi devastadora a enchente que assolou a cidade interiorana mais rica em cultura do estado de São Paulo.  Uma tristeza reina no palco mais alegre do carnaval colonial do Brasil.  Para quem não conhece fica difícil explicar esta perda, passei alguns finais de semana nesta cidade muito acolhedora, alegre e cheia de tradições seculares, promove eventos culturais e religiossos interessantíssimos.

Conheça este tesouro brasileiro:

Encravada no meio da Serra da Mar, entre as cidade de Taubaté e Ubatuba, a cidade de São Luiz do Paraitinga abriga o maior conjunto arquitetônico tombado do estado de São Paulo. Esse inestimável patrimônico histórico/cultural é a herança de um período de riqueza vivido no século XIX, quando a cidade ficou conhecida como “celeiro do Vale do Paraíba” por ter se dedicado à agricultura de feijão, milho e mandioca enquanto o resto do estado priorizava a cultura do café.
A história da cidade manifesta-se não somente na arquitetura mas também nas festas tradicionais e no modo de vida caipira que ainda resistem. Após a crise do café, no final da década de 20, a pecuária substituiu o fornecimento de cereais para as regiões cafeicultoras como principal atividade econômica do município.
Os estilos arquitetônicos das igrejas e prédios da cidade trazem consigo os reflexos dos períodos em que foram construídos ou reformados. Construções do período colonial, predominante no século XIX, resistem ao lado de edificações com estilos do eclético do início do século XX.
Entre os filhos ilustres do município destacam-se o sanitarista Oswaldo Cruz, que teve a casa em que nasceu transformada em museu, e Elpídio dos Santos, o compositor perferido do caipira Mazzaroppi. Foi na cidade que Mazzaroppi encenou um de seus filmes, Djeca e seu Filho Preto.
De forte influência católica e com seu auge econômico durante o século XIX, o folclore de São Luiz do Paraitinga mistura influências culturais dos escravos com os rituais cristãos. A Festa do Divino, realizada anualmente 50 dias após a Páscoa, no dia de Pentecostes, é formada por apresentações de grupos de moçambiques, jongo e congadas intercaladas com procissões, rezas e missas. Também se instituiu a Festa do Saci, no dia 31 de outubro,  A Semana da Canção, em setembro. Mas tem seu ponto alto no CARNAVAL (uma delícia: com marchinhas e blocos genuinamente locais) seguro e tranquilo, apesar da cidade ficar tomada de turistas foliões, mas muito bem policiada, um evento que vale a pena ver, até pra quem não curte a festa momesca.

TRABALHO ÁRDUO:

Mas,  a esperança chega com muitas iniciativas do poder público, dos artistas, da imprensa e muitos voluntários já estão se mexendo pra reconstruir não somente o casario de barro de taipa de pilão, mas trazer de volta a população que sofre muito, sem teto, água, comida, saneamento básico e principalmente o resgate da dignidade humana.

ALERTA:

Alguma coisa precisa ser feita com urgência pois esta catástrofe ainda não foi explicada.  O rio Paraitinga que corta a cidade nunca subiu tanto, pelo menos em 10 metros, um absurdo que  nunca ocorreu nada parecido antes.

Também amo São Luiz!  A igreja Matriz (ao fundo, nesta imagem) virou uma pilha de escombros no chão de lama.

Vamos ajudar:

Além das medidas emergenciais, o Governo de São Paulo montou um esquema especial para receber doações para o município de São Luiz do Paraitinga. Você pode doar alimentos não perecíveis, produtos para higiene pessoal e produtos de limpeza em todos os quartéis da Polícia Militar e dos Bombeiros em todo o Estado de São Paulo.

Estão precisando dos seguintes itens:
  • Material de Limpeza
  • Material de Higiene Pessoal
  • Água potável em pequenas quantidades (garrafinhas e de no máximo 5 ou 10 litros)
  • Sacos de lixo grossos (aqueles pretos)
  • Ferramentas (pá, enxada, carrinho de mão)

Outros órgãos do município se mobilizam em favor dos desabrigados de São Luiz – entre as instituições estão a 52ª sub-secção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a empresa de Transporte Coletivo Viva Pinda, o Departamento de Trânsito e o Rotary Club de Pindamonhangaba.

Vamos juntos ajudar na reconstrução do maior patrimonio histórico e cultural tombado pelo Estado de São Paulo - São Luiz do Paraitinga!

Maiores informações acesse o site www.slparaitinga.com.br

Fotos:   Acervo pessoal  de  J C Cecilio (2009)  e  Foto Reporter IG  (2010)


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